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IOF menor tornará seguro de vida mais barato à partir de setembro
23/08/2004

Imposto cairá de 7% para 4% sobre contribuições e será extinto em 2006

A partir de setembro vai ficar mais barato contratar um seguro de vida. O governo reduziu a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) que incide sobre as contribuições de 7% para 4%. Em setembro de 2005, a taxa cai para 2% e deixa de existir a partir do mesmo mês de 2006. O percentual pode parecer pequeno, mas faz diferença no bolso, especialmente no de quem contratou um seguro popular, com contribuições mensais que vão até R$10. O custo menor, aliado à expansão econômica, deve estimular o acesso ao produto pela população de baixa renda.

Cálculos da Sul América mostram que uma pessoa de 40 anos com um seguro de R$30 mil (morte natural, acidental e invalidez permanente por acidente ou doença) paga atualmente R$10,64 mensais (ou ainda R$127,68 ao ano). Com a queda do IOF de 7% para 4%, a contribuição será de R$124,08 ao ano (R$10,34 mensais) a partir do mês que vem. Em 2005, o custo cairá para R$121,68 anuais (R$10,14 ao mês) e, em 2006, para R$119,28 ao ano (R$9,94 mensais). Em dois anos, a economia será de R$8,4, quase o valor da contribuição mensal, que antes era paga para o governo.

Especialista: um estímulo ao seguro empresarial

Marco Antonio Rossi, presidente da Bradesco Vida e Previdência, diz que o valor parece pequeno, mas deve-se considerar que essa é uma economia que será feita por décadas:

- O seguro é pago por vinte, trinta anos. E essa economia pode estimular as vendas de produtos populares.

O Bradesco investe no filão desde janeiro e já tem 360 mil participantes. O IOF menor deve acelerar a conquista da meta de 500 mil segurados até o fim do ano. O seguro custa a partir de R$9,9 mensais. Sem o IOF, o valor cai para R$9,25 em 2006.

E há quem pretenda aproveitar a economia para aumentar o capital segurado. É o caso do arquiteto Paulo Roberto Gama. Preocupado com a segurança da sua família, ele contratou há dois anos um seguro da Icatu Hartford:

- Com o custo menor, estou pensando em aumentar a proteção à minha família.

Carlos Alberto Trindade, vice-presidente de Planejamento e Marketing da Sul América, crê que a economia estimulará também a contratação ou mesmo a ampliação da cobertura de seguros empresariais.

- Com o ganho em escala, as empresas poderão ampliar os benefícios aos funcionários.

www.oglobo.com.br/economia
Jornal: O GLOBO Autor:
Editoria: Economia Tamanho: 444 palavras
Edição: 1 Página: 19
Coluna: Seção:
Caderno: Primeiro Caderno


 

 

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