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AgeMcia na Mídia

Alicerce para o crescimento

O seguro e a importância da cultura no processo evolutivo


A previsão do futuro, de forma científica, considera a evolução das variáveis relacionadas com o que será previsto, ponderadas de acordo com seus respectivos graus de importância e evolução no tempo. As estimativas podem ser pontuais ou mesmo de tendências, e seguem diversas técnicas na tentativa de garantirem baixa margem de erro. Entretanto, variáveis ou eventos não considerados ou até inexistentes podem surgir e remodelar o futuro. Como exemplos, têm-se fenômenos naturais, guerras, novas tecnologias, novos gênios ou loucos, novas visões de negócios, poluição, terrorismo, enfim, diversos aspectos desconhecidos no momento da previsão, que podem surgir e influenciar o futuro e mesmo o presente.
O seguro ainda é visto, na grande maioria dos casos, como um mal necessário e não como um bem oportuno. E, na verdade, o mercado segurador é o grande alicerce para o crescimento e tranqüilidade de pessoas, famílias, empresas e nações. O futuro de empresas/pessoas não seguradas, no caso de uma tragédia, como a ocorrida em 11/9/2001 é bem diferente do futuro das que estavam seguradas. O que vale pra previdência e diversos outros produtos e situações.
O Brasil é um mercado muito atraente para resseguros. Possui grandes complexos industriais e seguradoras sofisticadas, que precisam de capacidade para assumir riscos maiores. O que comprova o desejo de grandes empresas resseguradoras do mercado internacional de estarem aqui.
A cultura adequada a respeito dos produtos de seguros também é fator determinante nas compras, por parte dos consumidores. Nós, brasileiros, gostamos de seguros, desde que tenhamos a cultura adequada dos produtos e suas características, revelou pesquisa, de âmbito nacional, realizada pela AgeMcia. Parece simples e óbvio, mas a prática mostra que não é.
Parte dos receios de corretores, frente a novos canais de vendas, principalmente, frente ao bancassurance, estaria minimizada por uma atuação mais orientada ao cliente. Ocorre que, atualmente, perto de 40% dos consumidores de automóveis, por exemplo, não reconhecem seus corretores, levando-os a qualquer "lugar" ou à melhor oferta.
A internet, como um organismo vivo, um mercado 24hs, uma enorme biblioteca, entre diversas características importantes, e principalmente por estar em contato contínuo com as pessoas, tende, cada vez mais, para uma entidade com inteligência "real". Em seguros, onde a internet é muito utilizada como consulta, não é diferente. E certamente terão dianteira no mercado, as companhias que tiverem inteligentes homepages e blogs, atendendo e surpreendendo clientes, devido a seu grau de personalização em tempo real. Atraindo clientes para uma relação de confiança e duradoura.
A nanotecnologia, que há poucos anos parecia ficção científica, transformou-se em realidade nos laboratórios de grandes empresas e, aos poucos, sem que as pessoas percebam, produtos e processos baseados na manipulação de átomos e moléculas, em escala nano, incorporam-se ao cotidiano. Até o ano de 2015, o investimento mundial na área deve alcançar mais de US$ 1 trilhão. E, certamente, a robótica e a nanotecnologia terão grande influência no mercado segurador, produzindo bens mais duráveis e resistentes, inspecionando e vistoriando bens sinistrados com rigor único, maior transparência e menores riscos de fraudes. Além de também entrar na disputa por posições de trabalho.
A previdência pública continua alvo de grande preocupação, fazendo parte destacada do debate de candidatos à presidência da República deste ano. Os números mostram que seu desempenho é muito preocupante. Neste ano o déficit deve chegar a pelo menos R$ 43,2 bilhões. Todo o esforço empreendido pelas autoridades resultará em uma economia de cerca de R$ 3 bilhões, apenas. O que aponta para uma constante e crescente importância das companhias de previdência privada e para a necessidade de as pessoas buscarem este produto como sua garantia de tranqüilidade no futuro.
E a previdência não é o único nicho potencial. Produtos como responsabilidade civil, seguros de patrimônios e demais são extremamente importantes. É fundamental desenvolver a cultura de seguros no mercado brasileiro. Comparação com países de semelhantes características mostra que no Brasil estes produtos têm potencial para chegar a 9% do PIB nacional.


Ricardo Villaça.
Diretor de Marketing e Planejamento

Publicado nos Cadernos de Seguros da Funenseg - Edição No. 139



 

 

 

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