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Contra a carceragem e o conformismo: as empresas são 'seres vivos'

Na gestão do conhecimento, essas instituições pensam, opinam e são orientadas ao cliente

Dizia John Kennedy, "O conformismo é o carcereiro da liberdade e inimigo do crescimento". Por dois anos ouvi João Regis Ricardo dos Santos, saudosa e fundamental personalidade no mercado segurador nacional, repetir esta inteligente frase pelos corredores e salas de reuniões da empresa em que trabalhamos e na qual fui seu assistente imediato.
Há uma crença, no mercado de seguros, de que corretor para ser bom, deve ser especialista no produto, o que explica, em parte, o fato de a grande maioria das corretoras ser orientada a um único produto. Obviamente que a forte demanda operacional também favorece esta característica. Especialização no produto não é diferencial, e sim obrigação. Assim como, serviço diferenciado e foco no cliente.
Recente pesquisa realizada pela Rapp Collings em mais de 1.600 empresas brasileiras, revelou que em apenas 10% das companhias, os presidentes se envolvem em uma estratégia que os oriente e prepare para foco no cliente.
Para estar na era do conhecimento, construir uma marca forte, ter orientação ao cliente, não basta ter um banco de dados de fácil acesso dos executivos e analistas. É preciso saber extrair informação relevante, ter estratégia consistente e ações sincronizadas. Na era da gestão do conhecimento, da inteligência competitiva, do "Chief Algorithm Office" ou CAO, vice-presidente de algoritmos, o mercado tende a mudar de face, com empresas inteligentes, marcas fortes e inovadoras. Especializadas em seus produtos e serviços e orientadas a cliente.
Como a empresa se insere neste processo? Qual o papel de cada um? Como o líder deve se portar para influenciar as pessoas e fazer com que elas se ajustem à filosofia da empresa. O que é uma empresa na gestão do conhecimento? Como ela pensa?
Na era atual, as empresas são "seres vivos", devem ter raciocínio e opiniões próprios, mostrando melhores caminhos, suas opiniões. É preciso respeitar o conhecimento que as empresas têm. Imagine um ser que tem a capacidade de guardar e processar os dados que a empresa guarda e processa. É preciso ouvir sua opinião.


Ricardo Villaça.
Diretor de Marketing e Planejamento

Publicado nos Cadernos de Seguros da Funenseg - Edição No. 141



 

 

 

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